Como funcionará o ecossistema de pagamentos instantâneos

O Brasil está prestes a revolucionar a forma com que pagamos por nossas compras ou realizamos transferências. Isso porque, o Banco Central (BC) já está estudando como irá implantar os pagamentos instantâneos.

Essa nova forma de pagamento possibilitará que em qualquer dia da semana e durante as 24 horas do dia seja possível realizar transações de forma instantânea. Dessa forma, não importa se é manhã ou madrugada e nem se é domingo ou, quarta-feira, pois assim que você realizar um pagamento de forma eletrônica, o recebedor terá o dinheiro disponível imediatamente.

Porém, como isso será possível e como vai ser o sistema que o Banco Central utilizará para ter o controle das transações? É sobre isso que falaremos a seguir.

Como será o ecossistema de pagamentos instantâneos?

O sistema de controle de pagamentos instantâneos será composto por quatro principais integrantes:

Infraestrutura de liquidação

É pela infraestrutura única de liquidação que serão computadas todas as transações que ocorrerem no país. Essa infraestrutura é de responsabilidade do Banco Central. Ela funcionará durante 24 horas por dia, sem parar em nenhum dia da semana.

Participante direto

O participante direto é toda instituição financeira ou de pagamento que oferece serviços para o usuário. Cada pessoa que tem uma conta nessa instituição pode realizar pagamentos, transferências entre outras transações.

Para ser um participante direto é preciso que a instituição tenha uma conta no Banco Central e conexão à infraestrutura de liquidação. Assim, ela realiza a conexão direta entre pagador/recebedor e a infraestrutura do BC.

Participante indireto

Quando uma instituição financeira não tem conta no Banco Central e nem conexão com a infraestrutura centralizada, mas oferece pagamentos instantâneos, ela se chama participante indireto.

Assim, é necessário que ela realize as operações por meio do participante direto. Dessa forma, quando uma pessoa quer realizar uma transferência, ela envia o dinheiro por meio do participante indireto, que transfere as informações para o participante direto. O último, envia os dados para a infraestrutura de liquidação, que faz o processo inverso até chegar à pessoa que receberá o dinheiro.

Pagador/recebedor

O pagador e recebedor são pessoas comuns que têm acesso a um aplicativo ou sistema web de um participante direto ou, indireto e, assim, realiza suas operações financeiras.

Dessa forma, pode-se perceber que a infraestrutura de liquidação centraliza todas as informações de transação financeira de todos os usuários do sistema. Isso faz com que o Banco Central tenha um melhor controle de tudo que acontece.

Para criar esse modelo de ecossistema de pagamentos instantâneos, o Banco Central estudou outros modelos que já são aplicados em diversos países, como China e países da Europa. Assim, foi desenvolvido o que será implantando aqui no Brasil e também já foram definidos os requisitos para que as instituições possam fazer parte do ecossistema.

O que se espera com a implantação dos pagamentos instantâneos é que os custos que se tem com cada movimentação de dinheiro sejam reduzidos. Além disso, eles facilitarão o dia a dia das pessoas, já que eles permitem o pagamento ou transferência de dinheiro a qualquer momento do dia.


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